Na tarde desta quarta-feira (15), a Diretoria do SINASEFE IFSertãoPE se reuniu com a Direção Geral e a Direção de Ensino do Campus Petrolina. A reunião abordou uma série de pautas de interesse das servidoras e servidores, com destaque para a garantia do direito à paralisação e à greve, além dos impactos dessas mobilizações no funcionamento institucional.
Representaram o sindicato a diretora de Comunicação, Luzinete Moreira; o diretor de Assuntos Jurídicos e Legislativos, Herlon Bezerra; e o coordenador-geral da Diretoria Executiva, Marcos Uchoa. Também participou o assessor jurídico da seção sindical, Daniel Besarria.

Durante a reunião, o coordenador-geral Marcos Uchoa destacou que a iniciativa do sindicato buscou dialogar com a gestão sobre práticas administrativas relacionadas às paralisações. Segundo ele, o objetivo é garantir que os direitos da categoria sejam respeitados e tratados de forma institucional.
A dimensão jurídica do tema foi apresentada pelo assessor Daniel Besarria, que reforçou que a paralisação é um direito constitucional da classe trabalhadora e, do ponto de vista jurídico, se equipara à greve — diferenciando-se principalmente por sua duração, geralmente determinada. “A paralisação é um instrumento legítimo de luta e qualquer tentativa de limitar ou restringir seu exercício é ilegal e deve ser combatida”, afirmou.

Já o diretor Herlon Bezerra chamou atenção para práticas que vêm sendo relatadas em diferentes campi do instituto, como a elaboração de listas de adesão às paralisações. Para ele, esse tipo de procedimento desconsidera o caráter coletivo das decisões tomadas em assembleia. “Quando a categoria delibera por paralisação, trata-se de uma decisão coletiva. Não cabe individualizar essa adesão como se fosse uma escolha isolada de cada servidor ou servidora”, pontuou.
Herlon também destacou a necessidade de um entendimento institucional mais amplo sobre o tema. Segundo ele, em dias de paralisação ou greve, não deve haver continuidade do calendário letivo. “Quando a categoria paralisa, toda a categoria paralisa, mesmo que, individualmente, eu não concorde com aquela paralisação ou tenha perdido politicamente na assembleia que deliberou e votou. É importante que a gente discuta isso com cada um dos campi – que é o que nós desejamos fazer nas próximas semanas e meses – e com a Reitoria, para que a gente tenha uma regulamentação e um entendimento geral na instituição de que, em dias de paralisação ou de greve, não tenhamos a continuação do calendário letivo”, reforçou.
O sindicato seguirá dialogando com as gestões dos campi e com a Reitoria, com o objetivo de construir uma regulamentação institucional que assegure o pleno exercício do direito de paralisação e greve, fortalecendo a organização da categoria e a luta por melhores condições de trabalho.

_
Ascom